segunda-feira, 14 de março de 2011

quando o pessoal começar a dar nome aos bois, as coisas não vão mais ser interpretadas. disso estamos todos tão certos.
confiamos demais nas máquinas. não nos acostumamos a viver com elas e não sobrevivemos de outro modo. aprenderemos e seremos mais fortes? e se ficarmos sem energia? quando digo nós,
digo nós mesmos. vê? já pensamos que somos máquinas.
o erro está claro:
somos macacos. devemos bater no peito, orgulhar e se arrepender. poderiamos viver bem assim, nos encantamos por coisas que ja perderam o valor para nós e isso de se encantar nos faz falta. amamos como se fossemos máquinas

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O começo do mundo parte I

tome das boas vindas dos moradores do mundo, a maior fábrica de demônios na terra. cidade natal de todos os diabos. dos nomes. dos sem nomes. sem feição. dos opositores e do grande decompositador de musica do viola, Farri de Ná. demónio cujo corpo vive e sofre a vida intensamente, autor de única grande obra: ''o trator que dava ré''.
Ná fabrica-se de tudo: doença, pastilha, diabo, imaginação. isso inveja o capeta, quesolta de raiva, d nariz, uma bolha branca de modo que sua luz ilumina toda noite e não deixa mais no mundo ficar de noite. essa luz da bolha branca foi dando origem ao desconhecido, assim nunca mais na fábrica houve paz. Sem feição gostou tanto disso que pôs no criad'mudo do seu inferno essa bolha. todo dia ao levantar soltava um elogio e a bolha mudava de forma e tamanho, fazia isso e nunca se repetia. ''és bela, bolha branca'' ao acordar. ''és bela, minha bolhinha'' ao dormir...
todo dia assim, seguia com a furia somente após passar muito bem adorando sua bolinha. foi indo assim e o cão sumiu, largando o mundo e a gente nas mãos de deus e desse mundo perverso.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

eu
fiz uma poesia

veja quem eu sou
quem quiser
no perfil no meu orkut
minha alma geme, minha alma gêmea.

domingo, 4 de julho de 2010

a geração do emprego
manipuladora de remédio
ocupa o meu planeta
amontoa-se sã e salva
amiga das paredes
perdura perdida
pendurada
sobre
o vão

segunda-feira, 21 de junho de 2010

allegretto

andei deveras atrás de antecipações, mas as coisas aconteciam como se fosse presente. isso me irritava. fiquei contra a vontade minha. o prazer que tinha em apreciar me depravava. virei uma espécie de biscate que apagava fogo com a mão. meu bem-estar preferiu ir pro inferno atormentar o capeta, pois é isso que atormenta o capeta, meu bem-estar. na rua, quando sou chamado pelo nome, fico com medo e aperto o passo. hoje começei a virar a página e ter esperança. esperança... esperança é uma nuvenzinha que não faz sombra. vou morrer de costas para o mundo e de mal comigo mesmo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

poesia que é bom acaba com com